Informação sobre sífilis, causas, sintomas e tratamento da sífilis, abordando a a sífilis primária, secundária, terciária e sífilis congênita, identificando procedimentos para a sua cura e apresentando métodos de prevenção para diminuir a sua ocorrência.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Acompanhamento de pacientes que tiveram sífilis

O acompanhamento dos pacientes com sífilis precoce que foram tratados, deve ser baseado em serviços médicos e recursos disponíveis. O quadro clínico dos pacientes deve ser avaliado e deve-se tentar detetar a reinfeção durante o primeiro ano após a terapia.
Pacientes com sífilis precoce que foram tratados com doses e preparações apropriadas de benzilpenicilina benzatina devem ser avaliados clinicamente e sorologicamente, utilizando um teste não-treponêmico, depois de três meses, para avaliar os resultados da terapia. Uma segunda avaliação deve ser realizada depois de seis meses e, em função deste resultados, pode haver necessidade de uma nova avaliação, 12 meses depois para verificar a condição do paciente e detetar possível re-infeção.
Em todas as fases da doença, a repetição do tratamento deve ser considerado quando: 
- Existirem sinais clínicos ou sintomas de sífilis ativa persistente ou recorrente;
- Existir um aumento confirmado através de teste não-treponêmico.

O exame do líquor deve ser realizado antes da repetição do tratamento, a menos que possa ser confirmada a reinfeção e o diagnóstico de sífilis precoce. Os pacientes devem ser re-tratados, mantendo os horários definidos para a sífilis de duração superior a dois anos. Em geral, apenas um curso de re-tratamento é indicado, pois os pacientes tratados de forma adequada, muitas vezes mantêm de modo estável os níveis baixos verificados em testes não-treponêmicos,. 
Todos os pacientes com sífilis devem ser encorajados a submeter-se a testes para a infeção pelo HIV, devido à alta frequência de infeção dupla e suas implicações para a avaliação clínica e sua gestão. Neurosífilis deve ser considerada no diagnóstico diferencial de doença neurológica em indivíduos infetados pelo HIV. Em casos de sífilis congênita, a mãe deve ser encorajada a submeter-se a testes para HIV; e se o seu teste for positivo, a criança deve ser encaminhada para acompanhamento.
Terapia recomendada para a sífilis em pacientes infetados pelo HIV não é diferente da que é utilizada em pacientes não infetados com o HIV, no entanto, algumas autoridades aconselham o exame do líquor e/ou um tratamento mais intensivo com um adequado regime para todos os pacientes com dupla infeção por T. pallidum e HIV, independentemente do estágio clínico da sífilis. Em todos os casos, um acompanhamento cuidadoso é necessário para garantir a adequação do tratamento.

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