Informação sobre sífilis, causas, sintomas e tratamento da sífilis, abordando a a sífilis primária, secundária, terciária e sífilis congênita, identificando procedimentos para a sua cura e apresentando métodos de prevenção para diminuir a sua ocorrência.

Dados históricos sobre Sífilis

A sífilis é conhecida no mundo pelo menos desde o século XV. Registros apontam que a primeira epidemia se deu em 1495 e atingiu o exército de Carlos VII, da França. Estima-se que a doença tenha chegado ao continente americano junto com os conquistadores europeus. No Brasil, de acordo com o sociólogo Gilberto Freyre, no livro Casa Grande e Senzala, a sífilis já era conhecida no período colonial: “A contaminação da sífilis em massa ocorreria nas senzalas. Não que o negro já viesse contaminado. Foram os senhores das casas grandes que contaminaram as negras. Por muito tempo, dominou no Brasil a crença de que para um sifilítico não há melhor depurativo que uma negrinha virgem”. Alvo de estigmas desde a sua origem, a doença foi associada às prostitutas e tratada como um “carma” com prazo de validade – já que se imaginava que ela atingiria até sete gerações da vítima, antes de desaparecer. Seu agente causador, o Treponema pallidum, foi descoberto em 1905, pelos microbiologistas alemães Fritz Richard Schaudinn e Paul Erich Hoffmann. No ano seguinte, o bacteriologista alemão August Paul von Wassermann desenvolveu a primeira sorologia para sífilis, que permitiu o diagnóstico antes do aparecimento dos sintomas da doença. A busca por um tratamento efetivo continuaria, no entanto, até Alexander Fleming descobrir a penicilina, em 1928, cujo uso como fármaco foi disseminado depois da Segunda Guerra Mundial.
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