Informação sobre sífilis, causas, sintomas e tratamento da sífilis, abordando a a sífilis primária, secundária, terciária e sífilis congênita, identificando procedimentos para a sua cura e apresentando métodos de prevenção para diminuir a sua ocorrência.


Tratamento da sífilis congênita

Para gestantes nas fases iniciais da sífilis, recomenda-se a penicilina G benzatina na dose de 2,4 milhões u, IM, em uma aplicação única (1,2 milhões u em cada nádega).
Às vezes, ocorre uma reação de Jarisch-Herxheimer grave após este tratamento, levando ao aborto espontâneo.
Aquelas alérgicas à penicilina devem ser desensibilizadas e depois tratadas com penicilina.
Os testes de reagina tornam-se negativos 3 meses após o tratamento adequado na maioria das pacientes e em quase todas as pacientes 6 meses após a terapia. O tratamento com eritromicina não está recomendado, pois é inadequado para a mãe e o recém-nascido.
A tetraciclina está contra-indicada.
Para os casos confirmados ou compatíveis da sífilis congênita precoce, o CDC recomenda a penicilina G procaína aquosa, 50.000u/kg IM, diariamente, durante 10 dias.
Um esquema menos intenso pode ser utilizado para aqueles com menor risco.
Os recém-nascidos com LCR normal e com nenhum outro sinal de doença ativa, que receberam o esquema-padrão de penicilina in utero podem receber a penicilina G benzatina, 50.000u/kg IM em dose única ou fracionada, se o acompanhamento prolongado for impraticável. O prognóstico habitualmente é favorável, se lesões graves ainda não ocorreram.
A mãe e outros membros infectados da família também devem ser tratados.
Na sífilis congênita tardia, o LCR deve ser examinado antes do início do tratamento.
O CDC recomenda que qualquer criança com sífilis congênita seja tratada com penicilina G cristalina aquosa, durante 10 dias, pois a adequação dos esquemas menos agressivos não está estabelecida. Muitos pacientes não revertem para a soronegatividade, mas apresentam uma queda de quatro vezes nos títulos de anticorpos de reagina (p. ex., VDRL).
A ceratite intersticial habitualmente é tratada com corticosteróides e colírio de atropina; um oftalmologista deve ser consultado. Os pacientes com surdez neurossensorial podem beneficiar-se da associação do tratamento com penicilina e um corticosteróide.
Os comunicantes familiares devem ser procurados, e os pacientes devem ser mantidos em observação por períodos prolongados.
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